segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ocasional conversa...

Hi there strangers.. :)


Todos nós já passámos por aquele momento maravilhoso de nos cruzarmos com uma pessoa que mal conhecemos mas que temos de cumprimentar, porque sim.

E com esse maravilhoso cumprimento vem a maravilhosa conversa de ocasião. E é tão agradável quando ela se resume a "Olá! - Olá! Tudo bem? - Tudo, e consigo? - Também. Então adeus, beijinhos à família. - Obrigada, igualmente." O meu mundo seria um sítio melhor.  

Mas há frases tipo que nos aparecem ocasionalmente e que nunca vou conseguir perceber completamente.
Vou pôr aqui algumas coisas que as pessoas nos dizem mas que não me fazem sentido, dizem-nas mas nem sequer se dão conta, já faz parte, e a mim, dá-me que pensar.

Ora bem, temos a típica conversa das pessoas mais velhas para connosco, aquela mítica "Estás tão crescida." ou "Da última que te vi ainda eras tão pequenina...", já para não referir as mais fortes como "Ainda me lembro de andar contigo ao colo" ou "Olha que eu ainda te mudei a fralda.", dão-nos quase a ideia de que são praticamente nossas mães e que lhes devemos todo o respeito do mundo - mesmo que esse episódio de mudar a fralda se tenha resumido a emprestar uma toalhita. Felizmente este tipo de coisas até não é muito comum, é mais quando se vai à santa terrinha, ou coisa assim.

Temos depois o mítico, e é aqui que reside um dos meus problemas, "Estás tão bonita.". Isto dito assim até que aumenta o ego, sabe bem de ouvir não é? Pois que é verdade, mas até certo ponto. Se não digam-me, o que é suposto eu pensar quando o que me dizem não é "Estás tão bonita" mas sim, e isto é quase doloroso à minha pessoa, "Estás tão bonita. *seguido de* Nem pareces tu!" . Ora bem, é suposto isto querer dizer o quê? É mesmo suposto ser um pseudo-elogio ou tem uma mensagem subliminar qualquer lá por trás? 

Questiono-me seriamente sobre isto... É simplesmente uma observação que fazem assim, sem o sentido completo no que estão a dizer, ou simplesmente as pessoas eram assim tão medonhas que, tadinhas, só agora já podem sair à rua, que nem Quasimodo? :) A sério, dizer que uma pessoa está bonita, tudo bem; dizer-lhe que está bonita e de seguida dizer-lhe que nem parece ela, não é simpático. Eu, pelo menos, ri-me, a bom rir, das vezes que isso já me aconteceu.. Mas isso sou eu.. :) Outras pessoas podem levar de maneira, digamos, diferente. 

Outra que é uma coisa estranha é a eterna fixação - bem eterna não, que as moças já se quiseram bem roliças.. :) - com a magreza das pessoas. Há uma espécie de código moral que leva as pessoas a adorarem a frase "Estás mais magra". Mas porque raio é que isso é suposto ser bom? Não digo que tem de ser mau, mas também não é bom. Quando se diz "Estás mais gorda" - geralmente não é bem assim, tentam eufemizar a coisa, gordinha ou cheinha soa menos agressivo - é sempre dito ou com um ar de desaprovação contida, ou de razoável desprezo, ou simplesmente com o puro sentimento de "Estás mesmo gorda, como é que ainda sais à rua?". Porque raio estar, ou parecer, mais magra tem de dar azo a tanta festa? Ninguém me vai dar nada por isso, e mais a mais em caso de desastre terei menos reservas biológicas para a minha sobrevivência. Por isso, é assim tão positivo ser-se mais magra? Para depois falecer debaixo de escombros dum tsunami qualquer?.. Ai pessoas.. :) 

E pronto, já demonstrei o meu desagrado por algumas das coisas que me vão dizendo. Acho que tinha de tirar este peso de cima do meu corpo, que não é nem gordo nem magro demais, nem mais bonito nem menos bonito que ontem mas que possui ouvidos para isto tudo, às vezes falta-lhe é cérebro com tanta, sejamos simpáticos, "conversa da treta" junta.. 


Arrivederci :) 









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